"(...) Um conto é tão bom quanto os seus eventos finais e as devidas reviravoltas. As nossas falhas devem de ser vistas apenas como diversão. Elas são provas que servem para melhorar as nossas habilidades. Eu vivi a acreditar nisto. E em retorno, eu jurei que iria realizar uma acção tão grande, que iria destruir todos os meus fracassos anteriores. Então, eu morreria como um guerreiro grandioso."
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Acidez
"Aquele homem – ele vive ali fechado. Fechado naquele mundo imundo. Atolado de merda e desespero. Aquele homem – ele é daquele tipo de seres irritantes – tu sintoniza-te meu caro leitor –, ele é daquele tipo de seres irritantes que fazem a barba à frente de um espelho que reflecte a imagem de um monstro nojento, onde ele – aquele homem – vê uma figura recortada no meio do sebo super-cola 3 que não é mais do que o garoto, que toda a gente queria ver longe, em tamanho ampliado. "
Toda a sujidade aqui
Refuse & Resist
Normalmente as pessoas tendem a mostrar uma grande resistência à mudança. Temem o desconhecido porque estão habituadas aos confortos que lhes são conhecidos. No pólo oposto dessa bússola das emoções, a agulha tende para esse mesmo desconhecido pelo fascínio que lhe está permanentemente associado. A modificação da tirosina segregada pelas glândulas supra-renais, também responsável pela produção de adrenalina, em pequenas ou grandes doses, confere-nos a capacidade de sentir o pulsar da vida em cada poro, em cada fio de cabelo, pestana, tecido, medula e osso. Negar o desconhecido, é negar a condição humana da evolução e renunciar ao espírito de incerteza. Aquilo que nos diferencia das máquinas é isso mesmo. As rotas da vida estão longe de serem códigos binários, programados para seguir sempre a mesma sequência. Cada vez mais, gosto de reparar que tenho feito um excelente trabalho em erradicar da minha vida a resistência à mudança e sinto-me, a cada dia que passa, mais feliz pelas minhas escolhas.
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Recorte: A porta
Continuo a caminhar, e, por vezes, enveredo em passos compridos pela estrada para evitar que o tacão das minhas botas não fique preso nas intermitências vazias do cuspo das pedras da calçada. Uma mulher sem o apoio do seu tacão, é como um homem sem trabalho e com uma família inteira por sustentar – sente-se inútil e pequena. Desprotegida e desapoiada. Há coisas assim, e outras também, mas essas, essas ainda não as descobri. Todas as noites sonho com uma porta que se abre. Uma porta que me leva para fora desta estrada e onde uma casa quente me espera. Uma casa onde ouço vozes de gente que, descansadamente, conversam à mesa de jantar e as sopas quentes fumegam as suas próprias almas. E debaixo desse tecto de conforto e algodão, eu seria compreendida e amada. Esquecer-me-ia da minha vida antes de morrer para a outra que também não tive. Terei vivido?
Texto integral aqui
sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Infinite Horizons
Costa da Caparica e ondas e areia nos pés e chinelos e caminhadas e corridas e livros nos relvados junto ao grande rio e café nos miradouros e beijos e mais beijos e tudo o que nos remete para o silêncio da maior das gratidões que se pode sentir em estar vivo... Não é que somos mesmo privilegiados?
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
"Be your own bomb" Bitch!
Dizem que depois da guerra vem a paz. Acredito que, embora deteste qualquer tipo de guerra, esta coisa tenha razão de ser. Isto a propósito de que conheço algumas pessoas que bem mereciam uns prémios "Nobel" da paz, uma vez que vivem em constante e absoluta competição, onde tudo parece valer para arrasar o que se encontra por perto. Arrasa-se para se reinar em paz. Mas, há sempre um mas, desta vez não me lixam. Desta vez também sou candidato a prémio "Nobel"...
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